quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Formação de técnicos de animais de laboratório

A profissão de tratador de animais de laboratório foi durante muito tempo tida em pouca consideração no nosso país. Contudo, o papel dos tratadores como importantes intervenientes na qualidade da investigação e no bem-estar animal não pode ser negligenciado.  

Os primeiros cursos de formação para pessoas que cuidam e manuseiam animais de laboratório apareceram em Portugal em 2011. No entanto, o novo curso para técnicos de animais de laboratório, agora divulgado pela Sociedade Portuguesa de Ciência em Animais de Laboratório e a Faculdade de Medicina Veterinária em Lisboa representa, mais que uma mera iniciativa pontual, um projecto de  formação contínua destes profissionais.

Ainda que a ausência destes cursos não seja sinónimo de falta de conhecimento, a aposta na formação destes profissionais representa um passo inequívoco no sentido do desenvolvimento e valorização desta profissão, algo absolutamente central para a qualidade da investigação e para o bem-estar dos animais usados em investigação. 

São os tratadores e técnicos quem diariamente lida e manuseia os animais. A capacidade para reconhecerem problemas de bem-estar é, assim, da maior importância. Mas isto não  basta. É ainda preciso que o tratador tenha suficiente confiança na sua própria capacidade profissional para que sinta legitimidade e à-vontade para alertar o investigador ou médico veterinário responsável de eventuais problemas. 


 


Para mais informação sobre o curso em questão, contactar Teresa Inácio, Gabinete de Formação Contínua da Faculdade de Medicina Veterinária tbaltazar@fmv.utl.pt.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Reducing animal suffering in nature? Conferência 2 de março


Esta sexta-feira na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o filósofo e blogista Oscar Horta da Universidade de Santiago de Compostela falará sobre o tema Disvalue in the Natural World: Should We Intervene to Reduce Animal Suffering in Nature? (ver resumo abaixo).

2 de Março – 14:30
Sala Mattos Romão, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Entrada Livre – Lotação Limitada

Many people think nonhuman animals live great lives in the wild.
However, this view is wrong. Population dynamics teach us that the
overwhelming majority of the animals that come to existence in nature
die shortly after. Those deaths are often painful. Furthermore, those
who survive often suffer and die from malnutrition, disease,
accidents, harsh weather conditions, fear, etc., or are killed by
predators or parasites. This gives us a strong reason to intervene in
nature to reduce the harms animals suffer. We may reject this if we
think (i) that only human interests count; (ii) that alleged
impersonal values such as environmental ideals count for more than the
interests of sentient beings; or (iii) that intervention in nature
cannot succeed. However, there are powerful arguments to reject all
these claims. If they are right, there is a strong case for
intervention in nature for the sake of nonhuman animals. This also
entails that if the interests of individuals count significantly
beyond what speciesist anthropocentric views assume, we must defend
the interests of nonhuman animals over environmentalist concerns.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Num ponto sem retorno?

Por Claudia Valente, Inês Bergmann e Inês Orfão, alunas do Pós-graduação em Comportamento e Bem-Estar Animal, ISPA.

Segundo Darwin, ao longo dos anos a selecção natural encarregou-se de escolher os reprodutores mais adaptados ao habitat, preservando algumas características em detrimento de outras. Contudo, o ser humano começou por intervir neste processo, escolhendo as características que lhe eram mais convenientes. Isto pode ter começado com uma escolha inconsciente, que se foi tornando numa selecção activa: “Que características queremos apurar para que este animal produza mais/seja mais manso/seja mais bonito?”.

Talvez uma das áreas onde os animais tenham sido mais manipulados ao nível de selecção artificial, é a de produção animal. Não teríamos o nível de produção, nem a quantidade de raças que temos hoje em dia, se os animais tivessem simplesmente continuado a reproduzir-se sem intervenção humana, como discutem Temple Grandin e Mark Deesing. Para além da óbvia perda das características naturais, provocou o sobre-desenvolvimento de determinadas características em detrimento da saúde e bem-estar de muitos animais. Um desses exemplos é o da raça de bovinos de carne, Belgian Blue que possui uma mutação no gene que controla o crescimento muscular, causando uma hipertrofia muscular, ou seja um crescimento muscular maior do que o normal. Acoplado a este crescimento muscular exagerado vem a incapacidade das fêmeas parirem naturalmente e frequentemente ainda a inaptidão dos vitelos mamarem por sofrerem de macroglossia (sobrecrescimento da língua).


Outro caso semelhante é o dos frangos de carne, broilers. Nestes animais, a selecção artificial para conseguir animais que crescem rapidamente fez com que o crescimento do esqueleto não consiga acompanhar o aumento de peso, e como consequência os animais sofrem de dolorosos problemas de locomoção.
No caso dos animais de companhia, o cão é uma das espécies (ou subespécies) que apresentam maior variabilidade, quer seja morfológica, fisiológica ou comportamental. Quando satisfazemos a vontade de ter um cão de raça, sabemos realmente as consequências da nossa escolha?




Dois exemplos do documentário Pedigree Dogs Exposed que originou uma polémica enorme após a primeira transmissão no BBC em 2008:
  • O O Cavalier King Charles Spaniel, muitas vezes escolhido por ser um dócil animal de estimação, traz com ele uma reduzida capacidade craniana, levando ao desenvolvimento de siringomiélia, que é caracterizada por um dor aguda
  • O Leão da Rodésia tipicamente caracterizado pela crista que apresenta dorsalmente, sendo a ausência da mesma um factor que coloca em causa a “pureza da raça”. Apesar de a crista representar uma malformação, o código de ética do Rhodesian Ridgeback Club of Great Britain aconselha a que se eutanasiem as crias que nasçam sem a mesma.
Ao nível dos animais selvagens, a escolha de animais para reprodução em programas de conservação é feita sobretudo com o objectivo de manter a variabilidade genética (evitar consanguinidade) de uma população, da qual podem sair animais para reintrodução nos habitats de origem.


Recentemente, a revista National Geographic (edição de Outubro de 2011) chamou a atenção a um exemplo de selecção artifícial dirigida em animais selvagens com um objectivo diferente: como de ferramenta para estudos científicos. O artigo sobre The Fox Farm Experiment refere estudos em que animais - em alguns casos selvagens - perdem o seu comportamento natural com o objectivo de “servirem” para esclarecer processos de evolução, como a domesticação e as origens dos nossos comportamentos sociais. Este artigo destaca um estudo que se iniciou há mais de 50 anos onde têm sido seleccionadas raposas de carácter “dócil”.


Sendo o Homem parte integrante da Natureza é natural que também a influencie. Porém, a nossa visão antropocêntrica do mundo por vezes ultrapassa a linha do éticamente aceitável. Fica a questão: Qual é o limite?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Qual o lugar dos animais de companhia numa sociedade empobrecida?

Por Leonor Valente, Ana Margarida dos Santos e Bruno Lopes, alunos do Pós-graduação em Comportamento e Bem-Estar Animal, ISPA.

Com a crise económica instalada na realidade nacional, o nosso relacionamento com os animais de companhia confronta-nós com questões diferentes daqueles de outrora, em que se faziam menos contas à vida.

O principal aspecto que as pessoas definem quando interrogadas sobre o seu motivo para adquirir um animal de companhia é social, ou por outras palavras, companhia. O número de animais de estimação que co-habitam com humanos depende de diversos factores, tais como: nível de urbanização, tradições históricas ou estado económico de um país. Desta forma, um animal de companhia será visto de diferentes prismas consoante diferentes culturas e o que num país é aceitável pode não o ser noutro. No entanto, qualquer que seja a abordagem, um animal de companhia implica sempre um investimento financeiro por mais pequeno que este seja. No limite, a alimentação será o custo mínimo a ter para manter um animal.

Em Portugal, é comum cuidar (melhor ou pior) dos animais de companhia providenciando, pelo menos, os cuidados básicos de saúde. Apesar de tudo, o cidadão de hoje depara-se com uma realidade em que os meios económicos são cada vez mais escassos.

Os médicos veterinários queixam-se das dívidas dos clientes e da falta de dinheiro para prosseguir com os tratamentos. Cada vez é mais frequente recorrer a este tipo de serviço apenas quando o animal já se encontra num estado de saúde pouco recomendável. Assiste-se, portanto, a uma sociedade obrigada a alterar a sua lista de prioridades devido às limitações económicas, a uma sociedade na qual a relação humano-animal sofre alterações e, consequentemente,o bem-estar dos animais de companhia é afectadocom riscos de negligência dos cuidados básicos de saúde. Há já relatos, por parte de quem vive a realidade clínica, de perguntas do tipo “o Dr. quer que o abandone ou que o mate?”.
Poderá ser esta a explicação para o aumento das taxas de abandono a que temos assistido nos últimos tempos. No limite, quando tudo se perde e a sobrevivência se torna a palavra de ordem, os animais de companhia podem mesmo passar a ser encarados como fonte de alimento, tal como aconteceu na Argentina num passado relativamente recente. A análise do impacto da crise económica na forma como uma sociedade encara o papel do animal de companhia é complexa. É difícil entender se a falta de princípios éticos e morais, expressa por exemplo sob a forma de abandono, se manifesta perante condições económicas adversas ou se realmente os mesmos não existiriam em primeiro lugar. No final fica a pergunta: mesmo com princípios éticos e morais bem enraizados, de que estamos dispostos a abdicar antes de nós vermos obrigados de prescindir de um animal de companhia?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Eutanásia em animais de companhia


Por Ana Sofia Silva, André Mau e Marlene Ferreira, alunos do Pós-graduação em Comportamento e Bem-Estar Animal, ISPA.


O jornal Diário de Noticias publicou no dia 3 de Outubro de 2011 uma notícia que nos impressionou bastante: “Cada vez mais pedidos de eutanásia indignam veterinários”. De acordo com a notícia, as dificuldades económicas têm aumentado os casos de eutanásia de conveniência. Os pedidos de eutanásia são feitos pelos donos sem haver uma justificação clínica para tal, o que leva a uma revolta dos profissionais da área: “O meu papel é salvar vidas e não acabar com elas. Quando me propõem tal coisa, tento explicar - e ajudar - que há solução clínica para o caso do animal ou, se o dono não quer ficar com ele, que pode optar por dá-lo para adopção".

A palavra eutanásia, que provém do grego “boa morte", consiste no acto de retirar a vida a um ser, de forma indolor. No caso dos animais, recorre-se à eutanásia em situações extremas como sejam doenças terminais ou incuráveis, ferimentos irremediáveis, idade avançada ou problemas comportamentais graves. Mas quando o que está em causa é a conveniência do dono, estaremos ainda a falar de uma boa morte? Tendo em conta as circunstâncias actuais, que medidas podem ser tomadas para evitar este tipo de situações?

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Os animais não são palhaços

De Ana Isabel Campos, Ana Diamantina Barbosa e Liliana Silva, alunas do Pós-graduação em Comportamento e Bem-Estar Animal, ISPA.

No decurso da última actualização da legislação para animais de circo em Portugal, achamos pertinente lançar um olhar sobre este assunto em prol do bem-estar dos animais de circo. Esta legislação limita a utilização dos animais de circo, uma vez que os detentores destes animais terão que os registar às autoridades competentes. Fica também proibida a aquisição denovos exemplares e a reprodução dos que já têm.

Como seria expectável, foi umaquestão que gerou muita polémica, não havendo consenso. Por um lado, os directores de circos com animais argumentam ” (…) temos circo com e sem animais e o primeiro tem sempre mais público” e, apelando ao público infantil, o circo “(…) mostra os animais a muitas crianças que nunca viram um elefante ou uma zebra” (Filomena Cardinali).Por outro lado, temos as associações de protecção animal a apoiar a legislação,apesar de defenderem que esta é “bastante moderada”, já que a lei “não tem uma implicação directa para os animais que já estão nos circos…”, até porque muitos deles ainda viverão muitos anos.

Campanha contra circos com animais
Serão os argumentos dados pelos detentores destes puramente económicos, tradicionalistas e a sua preocupação com o bem-estar dosanimais baseia-se apenas se afectar os lucros? Ou, como afirma Filomena Cardinali “Os nossos animais são muito bem tratados, fazem parte da família docirco”. Por muito boas que sejam as intenções dos detentores destes animais, consideramos que continua a ser uma violação das liberdades dos animais: nenhum animal teve o livre arbítrio para escolher estar num circo, são mantidos em condições necessárias de espaço mínimas e apesar de alguns circos usarem técnicas de reforço positivo para treinarem os animais, chega-nós mais frequentemente imagens de um chicote, espigão ou bastão nas mãos dos tratadores do que um saco com guloseimas.



Mesmo com as novas restrições, há espécies ainda permitidas pela legislação, nomeadamente animaisdomésticos. Não é lógico, argumenta Miguel Chen: “Porque sofre mais um tigre (…) que um cavalo?”. Tem razão? São comparáveis as condições necessárias para manter um cão ou para um leão? Há de se lembrar que os animais domésticos têm milhares de anos de contacto com o Homem enquanto os animais de circo, de especies selvagens mesmo criados e nascidos em cativeiro, não passam a ser domesticos. No entanto, a utilização de animais domésticos não é ausente de problemas: os problemas de espaços escassos de alojamento, viagens longas e frequentes e metodos de treino baseados aplicam-se também a estes animais. Não esquecendo o sofrimento dos animais, na base da criação desta legislação está também a segurança pública.Há indícios de abandono de animais selvagens na via pública e de ataques quer a tratadores,quer ao público.

Pessoalmente, concordamos com a implementação da nova legislação como primeiro passo para a protecção dos direitos destes animais. E já existem iníciativas mais radicais. Em certos municípios de Portugal, como em Sintra e Cascais, circos com animais são proibidos, e o mesmo já aconteceu ao nível nacional em por exemplo Inglaterraa e Bolívia. 

Como alternativa, queremos chamar a atenção aos circos sem animais que são um exemplo de valores positivos, em que a criatividade fala mais alto do que a dignidade perdidados animais, como é o caso do Cirque du Soleil. Embora a directora criativa deste circo não seja contra a exibição de animais em circos, esta encontra-se preocupada com o bem-estar destes animais tendo em conta que “Ao contrário do ser humano, um animal não toma a decisão de ser artista de circo porque não tem essa capacidade de escolha” e ainda afirma que “Se não puder haver animais no espectáculo, então o ser humano vai ter que desenvolver muito mais a sua criatividade. E isso é óptimo!”.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Bem-estar animal área de investigação em Portugal

Com uma mudança de governo vem sempre alguma reorganização nas entidades estatais, e como profissional aguardo com atenção as mudanças naqueles que tocam mais diretamente na minha atividade. Ontem a Fundação para a Ciência e a Tecnologia abriu o primeiro concurso deste ano a financiamento de projetos de investigação, e com isso tivemos acesso a nova organização de temas de investigação.



Pela primeira vez, na área científica Ciência Animal e Ciências Veterinárias consta a sub-área Produção e Bem-Estar Animal. Enquanto isso é um claro sinal positivo, ao olhar para a lista de sub-áreas interrogo-me onde ficam os classicos temas de medicina veterinária: caberá tudo sob Sanidade Animal e Epidemiologia?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Animal actors

Por Íris Pereira, Rita Mouraz e Vanda Marnoto, alunas do Pós-graduação em Comportamento e Bem-Estar Animal, ISPA.

Desde a infância que a publicidade nos cativa. Vem com cores vivas e sons apelativos e molda-nos o desejo. Pelo menos foi com esse objectivo que foi criada. À medida que vamos crescendo vamo-nos tornando resistentes a essa arte que realça as qualidades de um produto, de um serviço, ou até mesmo de uma causa política ou social.

Mas há um ponto sensível em todos nós. A nossa empatia generalizada com os animais gera uma abordagem emocional bastante eficaz. Captam mais a atenção do visualizador do que qualquer figura pública. Como tal, é usual vermos animais de várias espécies serem usados em anúncios publicitários. Por vezes por razões óbvias, como a tentativa de persuasão na compra de produtos para animais, outras vezes sem qualquer ligação directa ao objecto de promoção.



Surpreendentemente, ou não, é possível encontrar publicidade direcionada para os animais de companhia, que estimula os sentidos como a audição, em campanhas de publicidade televisiva, e o olfato, como complemento em campanhas de rua.

Mas o que está por trás deste processo de chamariz sentimental? Será esta utilização de animais o meio mais eficiente e, como tal, justificável? Serão estes “actores” tratados com respeito e mantidos em condições mínimas de Bem-estar, on e off set? Há, no nosso país, quem se dedique ao treino de várias espécies para publicidade, tendo uma vasta experiência nesta área. 

No entanto, para os autores deste post, o usufruto de animais para entretenimento compromete a nossa visão pessoal de Ética Animal, pelo que não concordamos com esta prática. Aliás, com base em exemplos existentes, sabe-se que não é essencial a presença de um animal vivo e real para uma publicidade ter êxito, especialmente em produtos sem qualquer ligação aos mesmos, sendo o papel dos criativos mais significativo para o sucesso da ação. Vejam o seguinte clip como exemplo disto.


Por outro lado, se de facto os animais são utilizados em publicidade, as espécies menos lesadas serão as domésticas (pecuárias incluidas), em oposto às espécies exóticas que não têm condições habitacionais adequadas, argumento que apresentamos com base em experiência própria. Contudo, deve ter-se atenção às ações promocionais, onde até os animais domésticos normalmente se encontram em espaços confinados durante um período de tempo, expostos directamente ao público-alvo. Em Portugal, a legislação já demonstra preocupação com o Bem-estar animal, mas ainda tem espaço para especificar mais as normas, aprofundando os artigos legais que incluem a publicidade, não esquecendo as especificidades relativas às espécies exóticas e selvagens.

E se invertêssemos os papéis? Se colocarmos a publicidade ao serviço dos direitos dos animais, o que muda? Como fazê-lo da melhor forma? A dura realidade é uma arma? Será condenável utilizá-los em contextos desadequados mas compreensível na promoção dos seus direitos? 

A publicidade é um meio eficaz para divulgar os direitos dos animais, denunciar casos de violência, promover campanhas de adopção e de esterilização, alertar para determinadas doenças, como ainda fomentar a preocupação para a preservação de espécies em perigo de extinção e dos seus habitats. 

Consideramos aceitável a utilização de imagens de animais em ambientes naturais, recorrendo de forma sensata à manipulação destas. É extremamente importante ter sempre em consideração que os fins não justificam os meios e transparecer, para a generalidade da população, que os animais não são meros objectos e que o Bem-estar é um direito fundamental. 

Em conclusão, o que é razoável? Até onde podemos “eriçar o pêlo”?

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Quatro perspectivas sobre os Direitos dos Animais


No passado dia 3 de Fevereiro, Pedro Galvão, do Departamento de Filosofia da Universidade de Lisboa, proferiu uma comunicação intitulada "Quatro perspectivas sobre os Direitos dos Animais", por ocasião da XIII Conferência de Filosofia da Teixeira Gomes, em Portimão. O resumo pode ser encontrado aqui. Pedro Galvão é autor do livro Os Animais têm Direitos? Perspectivas e Argumentos (Dinalivro, 2010).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ética de Aquacultura: Curso


Este curso, que é co-organizado entre universidades nórdicas, promete um programa interessante num dos locais mais espectaculares da Europa. O curso é gratuito e dura uma semana. Clique sobre a imagem para descarregar o folheto.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

PETA para primatas

Segundo msnbc.com, a People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) afirma que conseguiu que Air France impedisse o transporte de 60 macacos da Maurícia para Estados Unidos. Os macacos destinavam-se à sucursal estadounidense da empresa japonesa Shin Nippon Biomedical Laboratories, um laboratório que já foi criticado pela PETA por não seguir a legislação em vigor no que diz respeito ao tratamento dos animais.


A notícia vem acompanhada por uma mini-sondagem (cuidadosamente formulada, note-se) onde para já os dois lados estão empatados.