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sexta-feira, 21 de junho de 2013
Quem quiser fazer um doutoramento em bem-estar animal...
...pode não pensar em procurar um programa doutoral em biologia molecular e celular. Mas é neste programa que encontra os nossos projetos de investigação. O programa MCBiology vai decorrer no IBMC - Instituto de Biologia Molecular e Celular e está aberto para candidaturas até dia 30 de junho. Mais informação aqui.
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bem-estar animal,
ética animal
segunda-feira, 10 de junho de 2013
As imagens não têm aspas
Texto escrito por Analuce Gouveia, Márcia Neto e Pedro Rosa, alunos da Pós-Graduação em Bem-Estar Animal, ISPA.
Na sequência da notícia publicada
pelo Jornal de Notícias, divulgada também pela
TVI a 20 de Fevereiro de 2013 (também com destaque na imprensa
internacional), foi possível visualizar um conjunto de imagens do exercício militar Cobra Gold.
Este evento, promovido na Tailândia pelo seu exército em parceria com forças
militares dos EUA, decorre anualmente desde 1980 e visa fortalecer as relações militares
entre os EUA e a região da Ásia-Pacífico. Na presente edição (11 a 21 de
Fevereiro) participaram ainda Japão, Coreia do Sul, Malásia, Indonésia e
Singapura. Foram 13 mil os operacionais que se submeterem ao curso de sobrevivência
levado a cabo na base tailandesa de Sattahip, província de Chonburi, na qual,
entre outros exercícios, foi ensinada a caça e a alimentação a cru de cobras,
insetos e aves.
Dada a problemática da utilização das imagens dos animais no contexto anterior, e porque o contraste é interessante e de salutar na discussão, concluímos convidando à visualização do mais recente vídeo da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals).
Neste vídeo observa-se a utilização da imagem de humanos como matéria-prima para a coleção de roupas, vestidas por não-humanos, para efeitos de sensibilização do tratamento ético dos animais… Que dizer eticamente sobre a divulgação destas imagens? Uma coisa é certa: Os vídeos também não têm aspas!
Na sequência da notícia publicada
pelo Jornal de Notícias, divulgada também pela
TVI a 20 de Fevereiro de 2013 (também com destaque na imprensa
internacional), foi possível visualizar um conjunto de imagens do exercício militar Cobra Gold.
Este evento, promovido na Tailândia pelo seu exército em parceria com forças
militares dos EUA, decorre anualmente desde 1980 e visa fortalecer as relações militares
entre os EUA e a região da Ásia-Pacífico. Na presente edição (11 a 21 de
Fevereiro) participaram ainda Japão, Coreia do Sul, Malásia, Indonésia e
Singapura. Foram 13 mil os operacionais que se submeterem ao curso de sobrevivência
levado a cabo na base tailandesa de Sattahip, província de Chonburi, na qual,
entre outros exercícios, foi ensinada a caça e a alimentação a cru de cobras,
insetos e aves.
Olhando aos títulos das notícias,
e às respetivas imagens, somos confrontados com “mensagens” díspares. Se, por
um lado, as cobras são referidas como recurso para a “sobrevivência”, por outro,
as imagens dizem-nos algo mais. Observamos o maneio das cobras ainda vivas e,
já depois de mortas, podemos ver o seu sangue bebido e escorrido pela cara e
farda dos militares. Muitos apresentam ainda máquinas em punho a registar o
momento e, por último, a atenção prende-se com a fotografia de um participante
exibindo partes de uma cobra a penetrar as suas narinas.
Não é a espontaneidade dos militares para registar a originalidade do
momento que está em causa e muito
menos os objetivos deste treino. Sem pôr em causa a liberdade de imprensa, o
que nos intriga é a divulgação de algumas destas imagens por parte dos media, que, tendo um primeiro sentido de
ilustrar uma prática militar, acabam por noticiar algo mais complexo: aquilo
que seria um treino com propósitos declaradamente diplomáticos é, também (e
afinal), um espetáculo onde militares são treinados para matar e brincar, em
nome da “sobrevivência”.
Atente o leitor ao recurso
das aspas no título da curta notícia do JN. Lê-se que os militares
“sobrevivem”. Ora, se por um lado, é clara a tentativa de suavizar no texto a
ideia (forçada) da sobrevivência dos militares, por outro, e dado o conteúdo
fotográfico, há aqui algo incontornável: as imagens não têm aspas!
Mas a divulgação de imagens
obedece alguma legislação? Debrucemo-nos sobre o panorama nacional. Recorrendo à Lei nº 92/95 de 12 de
Setembro (Protecção de Animais), constatamos que não existem referências a critérios
de divulgação de conteúdos audiovisuais que ponham em causa a dignidade do
animal. No Código Deontológico dos
Jornalistas, não se lê também qualquer restrição sobre a imagem, seja
relativa ou não a animais. Dada a pertinência ética que esta questão encerra,
sinalizamos a lacuna. Só recorrendo a um documento elaborado e divulgado por
ONGs, a chamada Declaração Universal dos Direitos dos Animais encontramos
suporte para a nossa preocupação.
Artigo 13º
1. Um animal morto deve ser tratado com respeito.2. As cenas de violência nas quais os animais são vítimas, devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se essas cenas têm como fim mostrar os atentados contra os direitos do animal.
Dada a problemática da utilização das imagens dos animais no contexto anterior, e porque o contraste é interessante e de salutar na discussão, concluímos convidando à visualização do mais recente vídeo da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals).
Neste vídeo observa-se a utilização da imagem de humanos como matéria-prima para a coleção de roupas, vestidas por não-humanos, para efeitos de sensibilização do tratamento ético dos animais… Que dizer eticamente sobre a divulgação destas imagens? Uma coisa é certa: Os vídeos também não têm aspas!
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animais na comunicação social,
ética animal
quinta-feira, 6 de junho de 2013
O papel do ensino da ética animal na formação da pessoa humana
Texto
escrito por Bárbara Nabo, José Paulo Rego e Sara Martins, alunos do curso de
Pós-Graduação em Bem-Estar Animal, ISPA.
Estamos a viver um período
acelerado de transformações e mudanças com evidentes reflexos sobre os valores
que orientam a vida individual e da sociedade. Vivemos num cenário de
transformações, mudanças, polémicas e incerteza sobre o futuro, no qual a educação
tem um papel fundamental na busca de respostas sobre o que ensinar e como
educar para esse futuro imprevisível.
| Original photo under Creative Commons license here. |
Em consequência, multiplicam-se
as campanhas de protecção, mesmo para espécies que são maltratadas em locais
tão distantes como a China ou o interior de África; generalizou-se o
melhoramento das condições de vida e abate dos animais destinados à alimentação
humana, enquanto as ideias de alimentação com base em fontes alternativas de
proteína ganham mais divulgação; e surge uma ética para a conduta urbana de
pessoas que têm animais de companhia. Mesmo as entidades oficiais, nomeadamente
as autarquias, têm programas de recolha de animais abandonados e algumas
utilizam a sua autoridade para proibir ou pelo menos condicionar algumas
práticas tradicionais. A
Camara Municipal de Lisboa acabou de anunciar a reformulação do canil/gatil
municipal numa Casa do Animal, incluindo um Provedor do Animal para
supervisionar o funcionamento.
Apesar disso, na sociedade
actual, o abandono dos animais de estimação, em particular cães e gatos, é
elevado, sendo frequente depararmo-nos cada vez mais com animais errantes a vaguear
pelas ruas
Descreve
o jornal Expresso que as razões dadas pelas pessoas são: “(...) as
alergias, os divórcios ou as férias de Verão, ás quais se junta agora a falta
de dinheiro e a taxa de emigração”. O jornalista acrescenta que “tudo isto faz
um cocktail onde, além do sofrimento dos animais, se alastra a problemas de
saúde pública e até de segurança para as pessoas.”
À educação é solicitado que
contribua para a superação desta crise, com mudanças não apenas nos conteúdos e
métodos, mas principalmente, na sua vertente formativa, com destaque para o
papel da escola como espaço educativo global, em que os aspectos racionais e
legais se cruzam com os éticos e estéticos, para
a educação dos valores e dos afectos.
A espécie humana tende a dominar o meio e a considerar-se superior às outras. Apenas no século passado, a noção de ecossistema e da importância repartida de todas as espécies de seres vivos na manutenção da vida como a conhecemos veio questionar essa atitude, e criou condições para se pensar nos direitos que os animais deverão ter como seres vivos, mesmo quando se considere que algumas espécies possam estar ao serviço directo da espécie humana, como os animais domésticos, ou outros.
A espécie humana tende a dominar o meio e a considerar-se superior às outras. Apenas no século passado, a noção de ecossistema e da importância repartida de todas as espécies de seres vivos na manutenção da vida como a conhecemos veio questionar essa atitude, e criou condições para se pensar nos direitos que os animais deverão ter como seres vivos, mesmo quando se considere que algumas espécies possam estar ao serviço directo da espécie humana, como os animais domésticos, ou outros.
A
educação tem portanto, um papel decisivo nesta mudança de atitude, não só
ao nível do conhecimento científico, da divulgação das descobertas sobre o
comportamento animal que vão sendo feitas e que permitem desenvolver ética
animal, mas igualmente na formação de pessoas mais informadas e portanto mais
conscientes do respeito que os outros seres vivos lhes devem merecer.
Assim, a ética animal, sendo uma
conquista recente da humanidade, reforça (re)aprendizagens importantes no
contexto do comportamento humano, como o esprírito de solidariedade, de sentido
crítico e de intervenção activa e promove a emergência de um conjunto de
valores e crenças que contribuem positivamente para o desenvolvimento das
sociedades.
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animais na sociedade,
ensino e formação,
ética animal
sexta-feira, 31 de maio de 2013
"Devemos estudar chimpanzés em Cativeiro?" - O Debate
Neste momento há 451 chimpanzés em laboratórios do NIH nos Estados Unidos. No entanto, este organismo pretende em breve “aposentar” muitos destes animais, congelar novas autorizações para o seu estudo em laboratório e extinguir faseadamente projectos actualmente a decorrer. Esta decisão resulta de um relatório de 2011 sugerindo que a maior parte da investigação nestes animais em laboratórios é desnecessária.
O debate promovido pela Science pretendeu dar resposta a perguntas como: Que tipo de estudos (se algum) deverão continuar a ser efectuados em chimpanzés cativos? Há algum modo ético de conduzir estudos biomédicos em animais desta espécie? O que é que podemos aprender de estudos em cativeiro que não seja possível em meio selvagem, e vice-versa?
Os convidados foram William Hopkins, Pascal Gagneux e Brian Hare .
Cada um dos investigadores convidados apresentou posições distintas, havendo no entanto alguma convergência nalguns pontos:
Em termos gerais, William Hopkins considera que é errado discutir se é melhor estudar chimpanzés em estado selvagem ou em cativeiro, pois ambas as abordagens são úteis e complementares. Para Hopkins, o estudo em cativeiro permite controlar uma série de variáveis de um modo que é completamente impossível num ambiente natural.
Já Pascal Gagneux não considera ser possível estudar devidamente o comportamento e desenvolvimento dos chimpanzés num ambiente de privação sensorial e social como um laboratório pois, por maior que sejam os esforços no enriquecimento ambiental desse espaço, nada substitui o habitat natural da espécie.
Para Brian Hare, há valor no estudo destes animais quer num ambiente selvagem, quer em cativeiro. Contudo, para Hare, estudar primatas em cativeiro não significa fazê-lo num laboratório, e menos ainda através de experiências invasivas. Aliás, ele não vê porque esse meio cativo não poderá ser em África, já que a Internet e as ligações áreas regulares ao continente (algo que não era possível quando se construíram as primeiras instalações para primatas nos EUA) o possibilitam. Isto poderá também ter um impacto positivo no desenvolvimento local e nos esforços de conservação da espécie. Para além disso, abre a possibilidade para o estudo ético de Bonobos, "a espécie certa", já que é mais próxima dos humanos.
Relativamente às questões em debate cada um dos investigadores esgrimiu argumentos éticos e científicos relevantes a ter em consideração antes de formar uma opinião sobre o tema. Vale assim a pena acompanhar esta conversa em diferido no vídeo acima, estando em breve disponível também o áudio e transcrição do debate.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Devemos estudar chimpanzés em cativeiro?
A pergunta é discutida num chat a decorrer hoje (às 15h EDT ou seja 20h portuguesas) motivado pela reforma planeada dos chimpanzés mantidos nos National Institutes of Health estadounidenses. Para mais informação, clique sobre a imagem.
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conservação,
ética animal,
etologia,
investigação e experimentação
segunda-feira, 27 de maio de 2013
É menos ético usar animais para estudar obesidade?
O uso de animais na investigação é controverso. Segundo
alguns filósofos, nunca
ou
quase nunca é eticamente justificado
realizar experimentação animal para o benefício de outros. Do outro lado defende-se o valor
científico de experiências com animais.
“Embora seja desejável substituir a utilização de animais vivos em procedimentos por outros métodos que não impliquem a sua utilização, o recurso a animais vivos continua a ser necessário para proteger a saúde humana e animal, assim como o ambiente.” (recital 10)“os animais deverão ser sempre tratados como criaturas sencientes e a sua utilização em procedimentos deverá ser limitada a domínios que, em ultima análise, tragam benefícios para a saúde humana ou animal, ou para o ambiente” (recital 12)“A escolha dos métodos e das espécies a utilizar tem impacto directo tanto no número de animais utilizados como no seu bem-estar. Por conseguinte, a escolha dos métodos deverá assegurar a selecção do método susceptível de proporcionar resultados mais satisfatórios e provocar o mínimo de dor, sofrimento e angustia.” (recital 13)
Ou seja, investigação com animais é legalmente (e portanto
segundo a visão em que a legislação se baseia, também eticamente) aceitável quando não existir
outro método, quando o sofrimento animal é minimizado e quando produz benefícios
para a saúde ou ambiente. E – o que na Diretiva tem que ser lido nas entrelinhas
– quando o beneficio ultrapassa o custo.
E é com referência ao último aspeto que académicos
e ONGs
têm argumentado que investigação sobre obesidade não justifica o uso de
animais. Nas palavras do Marc Bekoff:
Num primeiro olhar, parece coerente. Baniu-se (na Europa) o uso de animais para testar cosméticos e há uma visão quase
unânime que os animais não devem pagar pela a vaidade humana. Mas aguentará um
argumento semelhante contra estudos de obesidade uma análise mais aprofundada?
A
resposta é "Não", como argumentamos num
artigo recentemente publicado na revista Journal of Medical Ethics.
Neste artigo analisamos os dois principais argumentos contra o uso de animais na investigação em obesidade: o
argumento da responsabilidade pessoal
e o argumento da distração.
Central no argumento
de responsabilidade pessoal é a afirmação que as pessoas são responsáveis
pela sua obesidade. Comida a mais e exercício a menos resultam em peso a mais,
e os problemas de saúde relacionados poderiam ser resolvidos ou prevenidos com
uma mudança de hábitos. Isto parece ser um facto, mas implica isto que o estilo
de vida de uma pessoa é a sua responsabilidade moral? No que diz respeito a hábitos
alimentares, estes são em grande medida adquiridos na infância,
não se tratando assim de algo que escolhemos conscientemente, como quando escolhemos
investir o nosso dinheiro num videojogo ou numa mensalidade no ginásio. E tão
pouco como podemos escolher os nossos pais, podemos escolher os hábitos com que
somos criados. Isto não implica que não possamos alterar os nossos hábitos (quanto a
pais, creio que continua impossível...), mas implica que é muito mais difícil e
que o sucesso não é garantido – como muita gente confirma repetidamente. Mas, para além disto, os hábitos alimentares na infância não afetam só os hábitos alimentares do adulto, havendo evidência clara de que se traduzem em alterações biológicas. Por exemplo, a amamentação parece reduzir o risco de obesidade em crianças.
O argumento de distração toma como ponto de partida a
observação que hábitos pouco saudáveis, e sobretudo os associados com
obesidade, podem ser prevenidos. Assim sendo, argumenta que se a ênfase deve ser dada às medidas de prevenção. Novamente, é um facto que hábitos pouco saudáveis podem ser alterados e que isto reduz os problemas de saúde que deles derivam.
Mas não é óbvio que isto seja um argumento contra a investigação com animais na
área. A conclusão de que é errado investir em investigação com animais sobre
obesidade necessita que duas condições sejam cumpridas:
a) investigação com o objetivo de desenvolver terapias para
obesidade (e outras doenças relacionadas com estilo de vida) retira atenção e
recursos das medidas de prevenção
b) todos os problemas com obesidade podem ser resolvidos através
de estratégias de prevenção
Não existe evidência que sugere que a primeira condição
seja verdade. Na área de investigação sobre obesidade, o nº de artigos científicos
sobre estratégias de prevenção e controlo aumentou quase 10 vezes num período
de 12 anos (1995/98-2007/10), e este tipo de investigação tem crescido mais do
que qualquer outro tipo na área.
É também altamente questionável que seja possível resolver o problema de obesidade apenas através de prevenção. Esta poderá ser uma ferramenta eficiente para controlar fatores que tenham a ver com a conduta individual. E com mais pais
com hábitos saudáveis, menos crianças serão criadas com hábitos pouco saudáveis.
Mas mesmo se esta abordagem viesse a ter sucesso completo (o que em si é muito
pouco provável), antes de os seus efeitos terem penetrado toda a população, muita
gente virá desenvolver problemas de saúde relacionados com obesidade.
Face ao que é sabido da patobiologia e epidemiologia de obesidade humana, não se pode argumentar que experimentação animal seja menos aceitável para estudos desta doença do que para outras doenças humanas. Claro que isto não implica carta-branca para
cada experiência animal com objetivo de estudar obesidade. Há ainda espaço
amplo para uma discussão critica sobre que aspectos desta doença que são
adequados a estudar em animais.
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3R,
Anna Olsson,
ética animal,
investigação e experimentação,
Peter Sandoe
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