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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Petição para abolir a caça à Rola-Brava


 A QUERCUS lançou uma petição para proibir a caça à rola-brava (Streptopelia turtur). Se não concorda com a caça não lhe será difícil assiná-la. Mas mesmo que seja caçador, ou de alguma forma adepto da caça, esta petição é também para si. De facto, a rola-brava já foi no passado uma das aves mais abundantes da nossa avifauna, e daí ser chamada também de rola-comum. Mas qualquer caçador saberá que hoje em dia caçar uma rola é uma raridade e poucos serão aqueles que o farão sem se questionarem sobre o futuro da espécie.

Esta petição, da autoria da maior associação nacional de conservação da natureza, está longe ser perfeita; seria mais razoável pedir uma suspensão da caça por um período de, p.e., uma década em vez da liminar proibição. Os poderes políticos, por norma, não gostam que as coisas lhes sejam impostas, mas antes sugeridas. Não vem acompanhada por dados científicos sobre a ocorrência da espécie no nosso país, dados esses que existem e que, além disso, oferecem possíveis soluções para prevenir o seu declínio. Também não se compreende a alusão às aves aquáticas e ao uso do chumbo no mesmo documento, numa espécie de "já agora". A meu ver, cada tema deve ser tratado separadamente e com devida profundidade, o que não é o caso.

Ainda assim, por uma gestão cinegética sustentável, é importante suspender a caça à rola-brava e por isso assino esta petição.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Carne de Galinha - o maior problema de saúde pública na Europa?

A epidemia de infecҫões por Campilobacter pilori na Europa, levou o jornal de referência The Guardian a fazer uma investigaҫão secreta à industria avícola no Reino Unido, o maior consumidor europeu de carne de galinha. Estima-se que só neste país 280 mil pessoas sejam infectadas por Campilobacter, uma bactéria que para além de transtornos gastro-intestinais, é capaz de atacar o sistema nervoso e causar lesões neurológicas irreversíveis e até mesmo a morte. 



De forma a prevenir este tipo de infecҫões, que na sua maioria são contraídas através da manipulaҫão de carne de galinha crua, a Food Standards Agency alerta os consumidores para não lavarem a carne. Ao invés, a carne deve ser cozinhada directamente, eliminando assim quaisquer contaminantes que lá possam existir.

Isto traz-nos de volta ao tema do verdadeiro preҫo da comida barata, nomeadamente da proteína animal. O paradigma da produҫão avícola é o preҫo. Quando uma galinha inteira é vendida a 3€, e quando sabemos que a maior parte do lucro fica no retalho e não no produtor ou na transformaҫão, que são quem realmente influenciam a qualidade e seguranҫa do alimento, o desafio que se põe é como infuenciar positivamente uma indústria que não tem margem de manobra.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Sexo, experiências e ratos! - Parte 2

Há um tempo atrás falámos do impacto que a preferência por um determinado sexo na escolha de modelos animais pode ter na capacidade de poder reproduzir estes estudos e até extrapolá-los para estudos clínicos. 

Mas o sexo de outros animais envolvidos em investigação pode também ter uma forte influência no resultado das experiências: o dos animais humanos!

Um estudo publicado na Nature Methods (PDF disponível aqui) demonstrou que o odor de cientistas do sexo masculino, bem como o de outros mamíferos machos, faz aumentar os níveis de stress de animais de laboratório - ratos e murganhos - seja qual for o seu sexo, ainda que de modo menos marcado nas fêmeas. 

Ainda que surpreendente, o estudo foi feito de modo rigoroso e extensivo, recorrendo quer à análise comportamental quer à medição de níveis de corticosterona (hormona cujos níveis são indicativos do nível de stress a que um animal está sujeito), sendo os resultados apresentados bastante fidedignos. Algumas das experiências tiveram mesmo alguns elementos divertidos, como a adição de modelos de papelão de Paris Hilton e William Shatner.  Também recorreram a voluntários seniores e pré-adolescentes (o primeiro presumivelmente com valores de testosterona em declínio e o segundo ainda longe dos níveis da idade adulta) e obtiveram resultados intermédios entre os observados para homens e mulheres.  

Este efeito é visível esteja ou não presente o indivíduo responsável pelo odor, pelo que pode ser reproduzido através de uma camisola usada por um homem, ou por uma almofada onde um gato macho costume dormir, mas não  se forem de fêmeas, se deixados juntos dos animais. Independentemente da espécie do animal macho responsável pelo odor - ou pelo menos dos testados: como cobaias, gatos e cães e murganhos e ratos estranhos -  o efeito é observável.


Ao passo que os autores se centraram no efeito analgésico do stress, este pode ter um efeito profundo em vários parâmetros fisiológicos, e na própria resposta às diversas variáveis que possamos  estudar. isto pode ter um impacto significativo em anos de estudo em animais, o que foi verificado quando estes investigadores estudos foram avaliar retrospectivamente os seus dados, cruzando-os com a informação acerca do sexo do investigador responsável pela observação dos animais. 

Estes resultados indicam que, no mínimo dos mínimos, se deverá evitar trocar os responsáveis pela recolha de dados dos animais por outros de sexo oposto, para evitar que tal se torne um factor de variabilidade não desejada nos resultados. Para além disso, para efeitos de interpretação dos resultados publicados e sua replicação, o sexo dos experimentadores deverá ser contemplado como uma potencial variável, e deverá ser devidamente descrito na secção e materiais e métodos.

Já pessoalmente, e sem qualquer intenção de ser sexista, acho que passarei a pedir a colegas do sexo feminino que façam todo e qualquer trabalho experimental com animais que eventualmente me possa vir a calhar. Tudo em prol da ciência, claro...

quarta-feira, 16 de julho de 2014

WSPA passa a ser World Animal Protection

Tem mais do que 50 anos e agora um novo nome: 
 
World Animal Protection está presente em tudo o mundo. O seu trabalho vai desde ações concretas no terreno para proteger animais que vivem em contacto com seres humanos (como por exemplo populações de cães asilvestrados) até uma campanha junto às Nações Unidas para uma Declaração Universal de Bem-Estar Animal (não a confundir com a muito divulgada mas completamente inoficial Declaração Universal dos Direitos dos Animais).

terça-feira, 15 de julho de 2014

O valor da preocupação ética


Sendo que a preocupação humana com os seres humanos é maior do que a preocupação humana com outros animais, se calhar não é de surpreender que quem se preocupa profissionalmente com seres humanos recebe maior remuneração do que quem se preocupa profissionalmente com outros animais. Mas as recentes decisões sobre remuneração de peritos nos processos de revisão ética de investigação clinica versus a investigação com animais são flagrantes.

Acabou de ser publicado o Despacho n.º 8548-P/2014 que regula a remuneração dos membros da Comissão de Ética para a Investigação Clínica (CEIC). Esta é a única comissão de ética para investigação com seres humanos que opera ao nível nacional. Avalia todos os ensaios clínicos e os estudos com intervenção de dispositivos médicos, enquanto outros estudos que envolvem sujeitos humanos estão sob a responsabilidade de comissões de ética locais. Acabou de ser publicado o despacho que estabelece a remuneração dos membros da CEIC, do qual cito:


Assim, ao abrigo do n.º 4 do artigo 35.º da Lei n.º 21/2014, de 16 de abril, determina -se o seguinte: 
1 — Os membros da Comissão de Ética para a Investigação Clínica (CEIC) têm direito, por cada reunião da CEIC ou da comissão executiva, 
a senhas de presença nos termos seguintes: 
a) Presidente da CEIC — € 180; 
b) Vice -presidente da CEIC — € 160; 
c) Restantes membros da comissão executiva — € 130. 
2 — Os restantes membros da CEIC que não façam parte da comissão executiva têm direito por cada reunião em que participem ao abono de senhas de presença no valor correspondente a € 90. 
3 — Das taxas cobradas nos termos do artigo 48.º da Lei n.º 21/2014,de 16 de abril, e para efeitos da emissão do parecer previsto na referida lei, 40 % das quantias cobradas são afetos, a título de remuneração, aos membros e peritos a quem forem distribuídos os processos.
O mais próximo da CEIC para a área de experimentação animal será a Comissão Nacional para a Proteção dos Animais Utilizados para Fins Científicos, estabelecida pelo Decreto-Lei nº 113/2013. Um ano depois da publicação desta lei, a comissão ainda não existe, mas o documento que a estabelece já definiu que aos seus membros “não é devido o pagamento de qualquer prestação, independentemente da respetiva natureza, designadamente a título de remuneração, subsídio ou senha de presença.” 

Esta questão não é apenas simbolica, pois existe um real trabalho que tem que ser feito pelos membros das diferentes comissões. Qual a disponibilidade para realizar este trabalho espera-se quando já antes de criar a comissão se declara que o trabalho não vale um tostão?

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Técnica revolucionária para estudos de comportamento animal?

Uma das maiores dificuldades para o estudo de comportamento animal é a recolha de dados. Qualquer etólogo tem uma mão-cheia de histórias sobre as dificuldades por que passou. Tanto os livros da Jane Goodall como os documentários de National Geographic relatam bem os desafios que é trabalhar com animais selvagens no meio deles.


Mas não é necessariamente fácil estudar o comportamento de animais em cativeiro. Muitas vezes o trabalho requer captura de imagens, pois por um lado a presença do observador pode influenciar os animais de uma forma indesejada, por outro lado animais que são pequenos, rápidos e/ou notívagos são muito difíceis de observar em direto. Ao começar uma carreira em estudos de comportamento animal, muitos de nós iniciamos também uma odisseia entre as tecnologias de filmagens e processamento de imagens. Durante anos, os nossos melhores aliados eram as empresas que fornecem equipamento de segurança, pois as necessidades de captar imagens em condições diversas de luz e 24/7 são partilhadas entre quem precisa de monitorizar as entradas de uma fábrica e quem procura ver o padrão de atividade numa vacaria.

Ao começar a trabalhar com roedores de laboratório deparei-me com novas dificuldades que desconhecia no meu trabalho com animais de pecuária. Como montar um sistema de filmagem que me permite ver um animal que vive numa gaiola do tamanho de uma caixa de sapato? A gaiola é transparente e permite gravações através da parede, mas se quero nesta gaiola fornecer um ambiente minimamente adaptado às necessidades do animal, ou seja material de ninho e abrigos, acabo por criar inúmeras oportunidades para o animal desaparecer da vista. As pequenas camaras feitas para gravar dentro de ninhos de pássaro parece um instrumento potencialmente interessante que ainda não tive oportunidade de experimentar. Permitiria a colocação da camara imediatamente acima dos animais, entre grades da gaiola. 

 

Um artigo recente na revista Nature Methods apresenta uma potencial solução para o segundo problema: Como identificar vários animais que vivem na mesma gaiola num vídeo, quando estes animais são quase iguais de tamanho e de coloração e quando qualquer marcação que é colocada na pelagem deles ou é potencialmente tóxica ou é rapidamente removida pelo animal?  Como podemos ver no video-clip, um grupo de investigadores espanhois desenvolverem uma abordagem em que o próprio sistema identifica os animais pelas suas caracteristicas individuais, sem a necessidade de marcação.

 


Creio que ainda teremos que esperar algum tempo até o sistema estiver no mercado. mas que parece interessante, parece.


segunda-feira, 30 de junho de 2014

11º Congresso da Sociedade Portuguesa de Etologia

SPE 2014 – 11º Congresso da Sociedade Portuguesa de Etologia

O 11º Congresso da Sociedade Portuguesa de Etologia (SPE) decorre no CIBIO-InBIO, em Vairão, Porto, dias 9 e 10 de Outubro.

Os congressos da SPE reúnem os cientistas e estudantes em Comportamento Animal activos em Portugal. Os convidados deste ano vêm das áreas de Genética do Comportamento, Neuroetologia, e Evolução do Comportamento.

Submissão de comunicações até 15 de Julho, na página da SPE: www.ispa.pt/spe

terça-feira, 24 de junho de 2014

Magia para Cães



Com mais de 14 milhões de visualizações, os vídeos de Magia para Cães de Jose Ahonen, mágico e mentalista finlandês, são um enorme sucesso.
Claro que, pelos comentários, nem toda a gente parece concordar que se faça tamanha artimanha aos pobres canídeos, simplesmente para nos entreter. Mas de todas as coisas que nós humanos fazemos a cães (nomeadamente Exposições Caninas e Concursos de Beleza) esta parece ser a mais inocente (e divertida) de todas. Para mim o que me cativa nestes videos não é tanto a reacção dos cães mas mais a razão de ser dela. Porque se Ahonen se limitasse a esconder o biscoito por entre os dedos ou na manga, não seria fácil para os cães detectar o biscoito pelo odor? Mas os cães parecem não fazer ideia para onde o biscoito foi parar. Enganar um humano é fácil, pois muitas vezes vemos aquilo que esperamos ver. Mas enganar um cão parece-me ser mais difícil. Sugestões?

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Falar com o público sobre experimentação animal

Sob o mesmo título, escrevi em Dezembro sobre o dilema que muitos utilizadores de animais de laboratório sentem no que diz respeito a transparência. É o tema de uma discussão que tem envolvido a comunidade de investigadores durante a ultima decada.

Os sinais que a prática de comunicação estão a mudar são vários. No mês passado, mais do que 70 instituições no Reino Unido assinaram a Concordat on Openness on Animal Research in the UK.  Com isso, as instituições comprometem-se a ser transparentes sobre porque, como e quando se utiliza animais em experiêncis, e a explicar os benefícios, danos e limitações da investigação.

Hoje, American Association for Laboratory Animal Science (AALAS) anuncia a colocação de um anúncio na versão digital e de papel do jornal USA Today. O anúncio remete para a campanha We Care, em que profissionais que trabalham com animais de laboratório explicam o seu trabalho e a sua motivação.





quarta-feira, 28 de maio de 2014

Maneio de equinos: Questionário internacional

Será mais comum manter cavalos estabulados na Suécia do que na Nova Zelândia? Com o que são alimentados os cavalos em França e na Holanda? Utilizam-se os mesmos equipamentos na Inglaterra como na Austrália? Será mais comum recorrer ao internet para aprender mais entre proprietários de cavalos nos Estados Unidos do que na Espanha?  

A Universidade de Sydney e International Society for Equitação Science ( ISES ) procuram responder a estas perguntas e desenvolveram um questionário on-line disponível em sete línguas para dar aos proprietários de cavalos em todo o mundo a oportunidade de contribuir com informações sobre como cuidam de seus cavalos.



O inquérito abrange alojamento e alimentação, comportamento, equipamento e as fontes de informação usados para aprender sobre maneio de cavalos.  

Demora cerca de 20 minutos a responder ao questionário que está disponível no

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Sexo, experiências e ratos! - Parte 1

Quem está atento à questão da qualidade metodológica das experiências em animais já se deparou com esta questão: porque é que a maior parte das experiências apenas usa animais de um determinado sexo? Ou, porque é que a maior parte das vezes são escolhidos animais do sexo masculino? Ou, ainda, porque é que o sexo dos animais usados é frequentemente omitido em mais de um terço dos artigos científicos?

Uma das razões mais apontadas para a preferência por animais de laboratório machos é a variabilidade acrescida no uso de fêmeas, uma vez que os roedores têm ciclos éstricos que duram cerca de 4 dias, mudando de fase (proestro, estro, metaestro e diestro)  a cada dia. Esta maior variabilidade leva a um maior "ruído" a ter em consideração na análise dos resultados, o que leva a que sejam necessários mais animais para detectar o mesmo efeito. Em estudos de longa duração, contudo, pode haver uma preferência por fêmeas pois isso irá diminuir a ocorrência de episódios de luta entre companheiros de caixa, que muitas vezes obriga à exclusão de vários animais ao longo do estudo.
Um murganho fêmea e um murganho macho (Fonte)
É certo que há muitas circunstâncias nas quais apenas faz sentido usar um dos sexos (em estudos de funções reprodutivas, por exemplo), mas na maior parte das situações não há razão para não se terem em atenção as naturais diferenças fisiológicas, imunitárias ou metabólicas entre os géneros, que são muitas. Pode assim ser o sexo dos animais um factor negligenciável, em investigação? Essa mesma pergunta foi feita nos Estados Unidos há mais vinte anos a propósito dos estudos clínicos (ou seja, com humanos), que até 1993 eram maioritariamente (95%) conduzidos apenas com homens, sem que mulheres e minorias étnicas estivessem representadas. Esta situação melhorou bastante, desde então, com a alteração na regulamentação dos ensaios clínicos, estando no estando ainda longe de ser satisfatória. 

Vinte anos depois, começa a tornar-se cada vez mais evidente a necessidade de olhar para as diferenças entre os sexos nos estudos pré-clínicos, também, se queremos que de facto possam informar e prever resultados clínicos em humanos de ambos os sexos. Há ainda que considerar a questão ética de descartar cerca de metade dos animais gerados porque não pertencem ao sexo tradicionalmente usado em investigação. 

Atento a esta questão, o National Institute of Health, nos Estados Unidos, anunciou este mês que irá exigir que todos os testes pré-clínicos incluam animais dos dois sexos. Longe de ser uma questão apenas do foro técnico-científico, o tema mereceu mesmo a atenção do conceituado programa  60 Minutes, do New York Times e até mesmo do Colbert Report, do qual deixo aqui o hilariante segmento em questão.


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Procuramos para Universidade Júnior

Universidade Júnior é o programa de atividades de verão da Universidade do Porto. Começando em 2005, é o maior programa do seu género em Portugal e envolve anualmente mais do que 4000 alunos, com a possibilidade de alojamento que faz com que o programa inclui alunos de todo o Portugal e mesmo de outros países.

Pela primeira vez participamos na Universidade Júnior com uma atividade que já apresentamos no Animalogos. Durante uma semana, os alunos ficarão a trabalhar connosco, aprendendo sobre comportamento e bem-estar de animais de pecuária, de companhia e de laboratório. Enquanto estamos a preparar as atividades aqui, precisamos para o mês de julho:

Participantes para a semana 14-18/7. Os lugares da semana 7-11/7 já esgotaram, mas nesta semana ainda há 5 vagas por preencher. Uma oportunidade para quem estiver no 10º ou 11º ano de escolaridade e que gostaria de aprender mais sobre bem-estar e comportamento animal! Inscrições aqui.

Um monitor para as duas semanas, 7-18/7. O monitor acompanha os alunos durante todas as atividades, pedagógicas bem como lúdicas, e a Universidade Júnior organiza formação preparatória para todos os monitores. O trabalho é remunerado e é uma oportunidade de aprender e ganhar mais experiência. O concurso está aberto até dia 25 de maio aqui.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Dia Internacional do Burro

Hoje, 8 de Maio, celebra-se o Dia Internacional do Burro. Comemoram-se assim estes animais que, ao longo dos séculos, têm trabalho em cooperação com os humanos não só como meio de transporte de pessoas e mercadorias, mas também como preciosos ajudantes na agricultura, para uso recreativo e até sendo usados para fins terapêuticos. 


É particularmente importante assinalar esta efeméride devido à ameaça de extinção que enfrenta a única raça autóctone portuguesa de gado asinino, o Burro de Miranda. 


A Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA) - que trabalha no sentido de conservar o Burro de Miranda - convida assim os seus apoiantes a tirar uma fotografia ostentando com orgulho umas orelhas de burro, para lembrar o valor do burro em Portugal e no resto do mundo onde, principalmente nos países em desenvolvimento frequentemente vivem num estado de saúde e bem-estar abaixo do limiar do aceitável, por desconhecimento ou falta de recursos das famílias que tanto deles dependem.  

As cinco melhores fotografias serão seleccionadas e os respectivos participantes convidados a passarem um dia com os burros como prémio, tendo direito a participar nos trabalhos diários de alimentação e manutenção do Centro de Valorização do Burro de Miranda, a fazer um passeio de uma hora e a apadrinhar um dos animais. 

Procura assim a AEPGA promover a mensagem de que "o burro é um companheiro precioso que merece ter uma vida com qualidade, saúde e felicidade, e de que o Burro de Miranda, em particular, precisa de protecção."

terça-feira, 29 de abril de 2014

ARRIVE Guidelines em Português

As ARRIVE (Animal Research: Reporting of In Vivo Experiments) Guidelines, um conjunto de directrizes subscritas por mais de 300 revistas científicas, universidades e sociedades científicas, visam promover um relato mais pormenorizado de estudos em animais. As mesmas surgiram para dar resposta a problemas de replicação de resultados publicados, por falta de informação acerca de todas as potenciais variáveis envolvidas em qualquer estudo com animais. Permitem ainda um escrutínio mais informado dos trabalhos publicados, pela comunidade científica. 

Fonte
O escrutínio pelos pares e a replicação dos resultados são dois pilares fundamentais do processo científico. Se não há informação fidedigna acerca de um protocolo experimental e os seus resultados, estes vêem-se seriamente comprometidos. Isto é particularmente importante em estudos em animais devido à quantidade de factores que nestes podem influenciar o decorrer e o resultado de uma experiência, e que incluem a humidade, luminosidade, ração, frequência de limpeza das caixas ou tipo de alojamento (individual, em grupos, aos pares, com ou sem material de ninho, etc.), para não falar de atributos fundamentais como o sexo e a idade dos animais, estes frequentemente omitidos nas publicações, como dois estudos por autores deste blog (a par de outros) têm vindo a demonstrar. 

Estas directrizes ARRIVE foram recentemente publicadas em Português  e Italiano, estando já na calha versões para outras línguas. Apesar de se esperar que a generalidade dos investigadores lusófonos seja suficientemente proficiente na língua inglesa para recorrer às ARRIVE na sua versão original, não deixa de meritório o esforço do NC3Rs em promover estas directrizes pela tradução noutras línguas, sendo de salientar o facto do português (europeu) ser uma das primeira línguas escolhidas. 

Torna também mais fácil a inclusão destas directrizes como recurso educativo em cursos na língua portuguesa e como referência nas instruções para os autores de revistas científicas no mundo lusófono. 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Política Comum Das Pescas - Aprender a gerir o bem comum


Numa altura em que a nova Política Comum de Pescas (PCP) entrou em vigor e quando se finaliza o futuro Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP), a PONG-Pesca convida a todos a participar num debate público sobre os desafios e as oportunidades que a fase de implementação da nova PCP apresenta. O debate decorre no dia 23 de Abril na sede da FLAD em Lisboa. Este evento também irá marcar o final da atividade da coligação da OCEAN2012 em Portugal e o início de uma nova etapa do trabalho das Organizações Não Governamentais nacionais sobre os assuntos das pescas.

A entrada é livre mas sujeita a inscrição através do endereço pong.pesca@gmail.com

terça-feira, 15 de abril de 2014

Dia Mundial da Medicina Veterinária: Global Webminar em Bem-Estar Animal


Por ocasião das comemorações do Dia Mundial da Medicina Veterinária, realiza-se no próximo dia 29 de Abril (entre as 14h e as 16h, hora portuguesa) um seminário on-line sobre Bem-estar Animal. Organizado pela Associação Mundial de Veterinária e pela Comissão Europeia, este Global Webminar intitula-se: "Liderança Veterinária: disponibilizar ferramentas para veterinários na área de Bem-Estar Animal". A inscrição é gratuita (termina hoje!) e permite ao público colocar questões e participar no debate.