domingo, 4 de abril de 2010

Uma barbatana no mar, outra na sopa

Recordam-se daquela montra no aeroporto com espécimes exóticos (não, não aquela com espuma de barbear e outros líquidos ilegais pós-2006!) que não podem ser introduzidos em Portugal? Que não podem, de facto, ser vendidos ou comprados em lado nenhum do planeta, pelo menos não oficialmente. O mecanismo que estabelece estas regras denomina-se CITES (Convention on the Trade in Endangered Species), foi estabelecido em 1975 e que acabou de concluir a sua mais recente reunião em Doha, no Qatar.

Pela primeira vez esteve em causa uma interdição envolvendo espécies de grande interesse para a pesca comercial – atum-rabilho (bluefin tuna, Thunnus thynnus) e várias espécies de tubarão. O primeiro é procurado sobretudo no Japão, os segundos na China. A estes dois países juntaram-se uma série de outros para vetar a interdição segundo relata New Scientist, passando assim a responsabilidade de gestão para as entidades de regulamentação da pesca comercial.

Enquanto este desfecho é visto como uma derrota por parte dos conservacionistas, é interessante observar que o consumo de barbatanas de tubarão não passa sem discussão na grande economia que é a China. Um motor importante deste debate tem sido Yao Ming, admirado estrela de basket e dono do clube com o nome apropriado de Shanghai Sharks. Veja neste videoclip, lançado em Dezembro do ano passado, o que supostamente acontece quando a estrela se recusa a consumir um dos pratos mais prestigiados da sua cultura natal.

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