terça-feira, 19 de julho de 2011

Zebradas

Na visão moderna de biologia não há lugar para instintos - qualquer comportamento é visto como o resultado de factores geneticos e ambientais em combinação com a experiência própria de um indivíduo. 

Uma belissima ilustração disto é a foto abaixo que mostra o primeiro contacto que uma égua primípara tem com a sua cria rescem-nascida. Para esta situação em que não há experiência e em que há pouco espaço para tentativas e erros, sob a influência hormonal a égua responde ao novo ser e estabelece o contacto necessário com ele. Pouco tempo depois a poldra levantara-se para mamar e passado uma hora estará pronta para acompanhar a mãe.

A egua Henja Kry com a sua rescem-nascida primogenita Grånosa Kry. Foto Helena Kättström.

Em todas as raças de cavalo os poldros têm esta capacidade precoce de se movimentar com destreza e rapidez de um adulto. Faz parte do pacote de sobrevivência destes animais - é a sua natureza. Mas são poucos os cavalos em que podemos ver traços físicos tão fortes da sua origem como nestes da raça cavalo-de-fjord-norueguês.
Foto: Helena Kättström
As zebradas (as riscas por cima do joelho dianteiro), a lista de mulo (a risca escura na crina, dorso e cauda) e a cor parda são caracteristicas partilhadas com os cavalos portuguêses de raça sorraia e os przewalski. Quanto aos zebras propriamente ditos, pertencem à mesma família, os equídeos, mas constituem um ramo diferente.




1 comentário:

  1. Confesso que já tive mais problemas com o termo "instinto". A minha maior oposição ao uso deste tem a ver com a associação a perspectivas mais ou menos esotéricas da cognição animal, muitas delas "fundamentadas" na crença religiosa.

    Mas, se entendermos "instinto" à luz do conhecimento actual, ou seja, como disse a Anna, "resultado de factores genéticos e ambientais em combinação com a experiência própria de um indivíduo", não vejo razão para não o usarmos.

    Apesar de hoje percebermos que é a rotação da Terra que causa a alternância dia/noite, continuamos a usar termos como "pôr-do-Sol".
    Uma antiga professora minha de Metodologia da Biologia insistia que devíamos dizer aos alunos para não usarem o termo "respirar" como "sinónimo do conjunto de movimentos respiratórios" ou mesmo da "hematose", pois hoje respiração era o processo através do qual produzimos energia utilizável pelas células a partir dos nutrientes e na presença de Oxigénio. Eu retorqui que a palavra em latim "respirare" era já utilizada há milénios com o mesmo significado dado hoje pelo cidadão comum (eu inclusive). Acho que não a convenci.

    Seja como for, tinha razão numa coisa, é mais correcto dizer "inspire fundo" do que "respire "fundo"...

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