quinta-feira, 5 de março de 2015

Os ‘animais de laboratório’ mais famosos

Por causa de um recente debate sobre se os animais de laboratório deveriam ter um nome (em vez de serem identificados por um código), a revista científica americana Science lanҫou um Quiz para testar o conhecimento dos seus leitores sobre os mais famosos animais alguma vez usados para fins científicos. O quiz tem perguntas interessantes e um timer, pelo que não dá tempo para ir dar uma espreitadela à Wikipedia à procura da resposta certa. No final, dá vontade de conhecer melhor quem eram estes animais e de que forma contribuiram para o avanҫo da ciência. No entanto, só um certo chauvinismo americano pode justificar que a cadela Laika não faҫa parte dasta lista (em vez disso, ficamos a saber que os primeiros animais que os americanos levaram aos espaҫo foram um par de macacos). Mais significativo é o facto de que na lista dos mais famosos aparecem espécies emblemáticas como golfinhos e chimpanzés, mas não há referência a um único rato ou ratinho, que compõem a esmagadora maioria dos animais usados em investigaҫão científica e aqueles que mais terão contribuido para o avanҫo da ciência e, por inerência, da humanidade. Assim sendo, pergunto: que outro animal sugeririam para esta lista?

5 comentários:

  1. Koko
    http://en.wikipedia.org/wiki/Koko_%28gorilla%29
    e
    Washoe
    http://en.wikipedia.org/wiki/Washoe_%28chimpanzee%29


    PS A pontoação não é completamente transparente - com mais um erro do Manel fiquei com mais pontos?!

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  2. Agora a propósito do artigo original. A prática de dar ou não dar nomes aos animais de investigação segue a tendência da pecuária. Animais dos quais há muitos e que vivem por pouco tempo não tem nomes. Animais que vivem por mais tempo e cuja individualidade ficamos de facto a conhecer tendem a ter nomes.

    Quando fazia estudos quantitativos de comportamento, achava importante os animais não ter nomes. O observador neste tipo de estudos precisa de ser o mais objetivo possível, o papel dele é de ser o instrumento que converte o que o animal faz em números, e o facto de pensar na Fifi ou Didi poderia interferir com a objetividade.

    Isto é completamente oposto aos trabalhos de Jane Goodall. O trabalho dela é qualitativo, e o facto de os animais ter nomes e ser individuos é absolutamente central.

    Para a maior parte dos estudos, duvido que dar nomes aos animais iria comprometer a objetividade. Será o peso, ou a carga bacteriana, diferente numa Fifi do que numa 342?

    Agora, irá alterar o nosso relacionamento com os animais? Será mais difícil aceitar a sua morte no fim da experiência?

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    Respostas
    1. Aqui no biotério do IBMC havia um rato reprodutor que chegou a viver bem depois dos dois anos de idade (e com muito sucesso 'profissional', pelo que me constou), que era enorme e que tinha o carinhoso nome de "Gaspar".

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